Estou, em meu recesso, organizando meus escritos, e eis que encontro uma redação, de 1993, que reproduzo aqui, sendo o esboço, talvez, da minha vocação literária. Lembro que, naquela época, meus professores sempre me incentivaram a escrever. Olhem que redação inocente:
Bianca Alves Costa 7ºB nº 14
São Paulo, 3 de junho de 1.993
Balão, foguetes, quentão: Alegria ou tragédia?
Era dia 24 de junho. O famoso dia de São João, e todos da vila, como sempre, comemoraram. Havia fogueiras, quentões, pinhão, pipoca, quadrilhas, etc.
Seu Osmar, de tanto beber quentão, ficou bêbado e acabou brigando com a mulher. Um menino pequeno, Fabrício, soltou uma bombinha que acabou caindo em seu pé.
A meninada que lá estava resolveu soltar um lindo balão. Este caiu em um terreno baldio, provocando fogo, que logo foi controlado pelos homens que lá perto estavam.
Mariana iria soltar rojão pela primeira vez, acendeu o rojão do lado contrário, queimando brutalmente sua mão. Esta festa, que tinha tudo para ser colorida, acabou com gemidos de dor.
Mas, do outro lado da Vila, havia outra festa, onde havia alegria do começo ao fim. Não soltaram balões nem foguetes, e por lá não fizeram quentões, pois a mesma experiência que a outra tivera, eles tiveram ano passado.
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