quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Trocando em miúdos!

Fui despertada hoje às sete e pouquinho por uma ânsia de vômito tão forte que só tive tempo de me virar e pensar que teria que limpar tudo depois (eca!), mas deu tempo de ir ao banheiro e o vômito foi fraquinho. Acredito que tenha sido a terceira vez que vomitei em minha vida, não me lembro da primeira, mas da segunda sim, e teve a ver com ingestão de bebidas, um pouquinho exagerada, há uns dois séculos atrás.
Depois de tanto tempo sem povoar o Luas Cruas, começo esse texto com esse assunto porque só me ocorre o trivial, o miúdo, já que meu ser está imerso em transformações gigantescas e minha inspiração está voltada para o meu novo romance, que escrevo e escrevo e escrevo sempre, e, como tenho o costume de ler ao deitar, peguei uma biografia do Henry Miller e concordo, com alguma coragem, quando ele diz que é preciso apenas escrever e não fazer mais nada da vida.
Também encontrei um recorte de jornal, da minha pilha, um texto da Susan Sontag sobre o ato de escrever, e quero publicar aqui, pois concordei, com alguma coragem, quando ela disse que escrever é ser fiel a um mundo.
Gostaria também de fazer uma pausa nesse romance, que extrai o melhor de mim, e o pior também, para contar como é conhecer-se de fato, e o quanto é doloroso, mas isso fica pra depois, pois não é miúdo.
 Que já não tenho uma fixação melancólica pelo passado, em que os momentos mais doloridos foram idealizados, e que estou rompendo com tantas coisas que parece existir uma faca afiada conduzindo todos os meus atos.
Ontem à tardinha o chuveiro pifou, e num momento de masoquismo tão inexplicável quanto meu vômito, tentei tomar banho gelado, e foi um banho de gato, fiquei um tempão com falta de ar, roxinha, mas não se preocupem, deu pra lavar o que mais importa.
Aliás, meu vômito não foi inexplicável:
ACHO QUE VOMITEI TUDO AQUILO QUE EU NÃO ERA.

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